Uma nova pesquisa do instituto Futura em parceria com a Apex Partners escancara o enfraquecimento eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, ao mesmo tempo, confirma a força crescente de Flávio Bolsonaro como principal herdeiro político do bolsonarismo. No principal cenário testado, Lula perde para Flávio no segundo turno, evidenciando que o legado de Jair Bolsonaro segue vivo, competitivo e decisivo para 2026.
No confronto direto, Flávio Bolsonaro aparece com 48,2% das intenções de voto, contra 42,4% de Lula, uma vantagem que ultrapassa a margem de erro e sinaliza rejeição clara ao atual governo. O resultado reforça que o eleitorado que apoiou Jair Bolsonaro continua mobilizado e vê em Flávio um nome capaz de dar continuidade ao projeto político iniciado em 2018.
O legado de Jair Bolsonaro
Mesmo fora da disputa eleitoral, Jair Bolsonaro permanece como o maior ativo político da direita brasileira. A ausência do ex-presidente na pesquisa não enfraqueceu o campo conservador — pelo contrário. Os números indicam que seu legado foi transferido com força para Flávio Bolsonaro, que hoje reúne votos, identidade política e capacidade de unificação da direita.
Flávio não apenas vence Lula, como também lidera todos os cenários em que aparece contra outros nomes da direita, mostrando densidade eleitoral própria e amplo reconhecimento nacional. Contra Eduardo Leite, por exemplo, o senador alcança 49,3%, enquanto o governador gaúcho fica em apenas 25%. Em embates com Zema, Caiado e Ratinho Jr., Flávio também vence com ampla margem.
Lula isolado e sem fôlego
Os dados expõem um presidente politicamente isolado, incapaz de abrir vantagem confortável mesmo após anos de governo e uso intenso da máquina pública. Lula empata tecnicamente com Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Jr. e lidera apenas contra Eduardo Leite, cenário que evidencia seu teto eleitoral cada vez mais baixo.
O contraste é evidente: enquanto Flávio cresce e se consolida como alternativa clara de poder, Lula patina, pressionado por rejeição elevada, desgaste econômico, insegurança pública, aumento do custo de vida e uma gestão marcada por críticas fiscais e institucionais.
Direita competitiva, esquerda em retração
A pesquisa também mostra que o eleitor busca mudança, e essa mudança se manifesta majoritariamente à direita. Além de Flávio Bolsonaro, nomes como Tarcísio de Freitas também aparecem à frente de Lula no segundo turno — o governador paulista soma 47,4% contra 41,4% do petista.
O dado central, no entanto, é político: Lula já não assusta como antes, enquanto o bolsonarismo segue sendo a principal força popular do país. A tentativa do PT de tratar Jair Bolsonaro como página virada falhou. Seu projeto político segue influente, agora representado por uma nova geração.
2026 começa a ganhar forma
O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 769 cidades, entre 3 e 7 de fevereiro, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. Mesmo com a antecedência do calendário eleitoral, os números já desenham um cenário claro: Flávio Bolsonaro é hoje o principal obstáculo à reeleição de Lula.
Se a tendência se mantiver, 2026 pode marcar não apenas a derrota do petismo, mas também a continuidade do projeto político iniciado por Jair Bolsonaro, agora com Flávio à frente — unificando a direita, capitalizando o legado do pai e oferecendo ao eleitorado uma alternativa clara ao governo Lula.