Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro voltaram a criticar a política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva, destacando a reaproximação do Brasil com a Venezuela desde a posse do petista, em janeiro de 2023.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nas redes sociais que o atual governo adotou uma linha diplomática voltada à normalização das relações com o regime venezuelano, então comandado por Nicolás Maduro. Segundo ele, a mudança representou uma ruptura em relação à política adotada entre 2019 e 2022.
Durante o governo Bolsonaro, o Brasil rompeu relações diplomáticas com Caracas e reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, em alinhamento com os Estados Unidos e cerca de 50 países, após eleições venezuelanas amplamente questionadas pela comunidade internacional.
Carlos Bolsonaro lembrou que, com a volta de Lula ao Planalto, o Brasil restabeleceu relações diplomáticas plenas com o governo Maduro. Ele citou como marco dessa reaproximação a visita oficial do líder venezuelano a Brasília, em maio de 2023, encerrando um hiato de oito anos sem encontros presidenciais entre os dois países.
O vereador também mencionou discursos de Lula em defesa da integração regional, da retomada do diálogo político, diplomático e comercial com a Venezuela e de críticas às sanções internacionais impostas ao regime chavista.
Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, durante a campanha eleitoral de 2022, a Justiça Eleitoral tentou impedir associações entre Lula e Maduro, apesar do que classificou como uma relação antiga e pública entre ambos.
Lula critica ação dos EUA contra Maduro
No sábado, Lula se manifestou contra a operação dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro. O presidente brasileiro classificou a ação como uma “afronta gravíssima” e afirmou que ela ultrapassou uma “linha inaceitável”.
Segundo Lula, os bombardeios em território venezuelano e a prisão do líder chavista violariam a soberania nacional e criariam um precedente perigoso para a comunidade internacional. O presidente também afirmou que o episódio remete a períodos de forte interferência externa na América Latina e ameaça a preservação da região como uma zona de paz.