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quarta-feira, 8 abril, 2026
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Feminicídio e violência homofóbica disparam durante o governo Lula

Por Alexandre Gomes

Apesar do discurso oficial focado em pautas identitárias, os números relacionados à violência contra mulheres e à população LGBTQIA+ cresceram de forma acentuada entre 2023 e 2025, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Dados oficiais e levantamentos de organizações da sociedade civil apontam um cenário preocupante, com aumento tanto de feminicídios consumados quanto de tentativas, além da escalada da violência letal motivada por homofobia.

Explosão de casos de feminicídio

Informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que, em 2025, os registros de feminicídio atingiram patamares inéditos. Entre janeiro e setembro deste ano, foram contabilizadas mais de 2.700 tentativas de feminicídio, um crescimento de 26% em relação ao mesmo período de 2024.

No primeiro semestre de 2025, somando feminicídios consumados e tentados, o total chegou a 2.978 ocorrências. O número representa um aumento de 17,85% na comparação anual, evidenciando que a violência contra mulheres segue em trajetória ascendente, mesmo após o endurecimento da legislação penal.

Especialistas e entidades de defesa dos direitos das mulheres apontam que, além da alta nos casos, há falhas na prevenção e na divulgação das políticas públicas existentes. Segundo essas organizações, a falta de campanhas permanentes de conscientização e de fortalecimento da rede de proteção contribui para a subnotificação e para a reincidência da violência.

Violência homofóbica em alta

O quadro é igualmente grave no que se refere à população LGBTQIA+. Relatórios de entidades civis indicam crescimento expressivo da violência motivada por orientação sexual ou identidade de gênero, incluindo agressões físicas e homicídios. O Brasil permanece entre os países com maior número absoluto de mortes por homofobia no mundo, realidade que se agravou no período recente.

Ativistas afirmam que, apesar da retórica oficial de inclusão, faltam políticas públicas efetivas de segurança, prevenção e investigação desses crimes. A ausência de ações coordenadas entre União, estados e municípios é apontada como um dos fatores que explicam a escalada da violência.

Críticas à atuação do governo

Críticos do governo avaliam que a gestão federal priorizou o discurso simbólico em detrimento de medidas práticas, como investimento em policiamento especializado, casas de acolhimento, capacitação de agentes públicos e campanhas educativas contínuas. Para esses analistas, o contraste entre a narrativa política e os dados concretos revela uma fragilidade na execução das políticas de proteção a grupos vulneráveis.

O avanço simultâneo do feminicídio e da violência homofóbica reforça o alerta de que o enfrentamento desses crimes exige mais do que declarações públicas: demanda coordenação institucional, recursos, fiscalização e políticas de longo prazo capazes de produzir efeitos reais na segurança da população.

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