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terça-feira, 3 fevereiro, 2026
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Escândalo do Banco Master eleva tensão em Brasília, aponta revista Oeste

Por Alexandre Gomes

O escândalo envolvendo o Banco Master intensificou a tensão nos bastidores de Brasília, alcançando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Judiciário. Reportagem da revista Oeste indica que relações mantidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades seguem mantendo o caso em evidência nos centros de poder.

Documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação revelam que Vorcaro esteve diversas vezes no Planalto sem que os encontros constassem na agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião considerada mais sensível ocorreu em dezembro de 2024 e só veio a público meses depois.

Segundo a reportagem, não se tratou de um episódio isolado. Registros oficiais apontam que o banqueiro e pessoas de seu círculo circularam repetidamente pelo núcleo do poder federal em um período no qual decisões institucionais acabaram dando fôlego ao Banco Master, mesmo diante de sinais crescentes de fragilidade financeira.

Paralelamente, o banco passou a contratar figuras influentes da política e do meio jurídico, com honorários considerados elevados para os padrões do mercado. Ex-ministros, escritórios ligados a integrantes do Supremo Tribunal Federal e operadores experientes de Brasília aparecem associados à trajetória do banco em seus últimos anos de operação.

Para a Oeste, esse conjunto de relações ajuda a compreender por que decisões relevantes no Executivo, no Legislativo e no Judiciário acabaram favorecendo o Banco Master, inclusive em um momento em que o Banco Central do Brasil já apontava riscos graves e buscava conter o avanço das perdas.

Relações, pressões e questionamentos

A reportagem destaca ainda relatos de encontros privados, supostas pressões sobre autoridades monetárias, tentativas de alteração de regras do sistema financeiro no Congresso e operações envolvendo um banco público regional que teriam resultado em prejuízos bilionários.

Embora nenhum desses fatos, isoladamente, comprove a prática de crimes, o conjunto de informações, os valores envolvidos e a coincidência de agendas levantam questionamentos que permanecem sem resposta.

Na edição 307 da revista, o jornalista Carlo Cauti detalha quem se encontrou com quem, em que datas e fora de quais registros oficiais; como contratos milionários foram firmados nos bastidores; por que decisões institucionais beneficiaram um banco em colapso; e por que investigadores avaliam que o silêncio do principal personagem do caso pode não se manter por muito tempo.

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