Embora a decisão final seja do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parlamentares de diferentes partidos atribuem ao ministro Rui Costa, da Casa Civil, a articulação que resultou na retirada de cerca de R$ 11 bilhões do Orçamento aprovado pelo Congresso em dezembro. A manobra atingiu diretamente as emendas parlamentares.
Antes mesmo da sanção presidencial, Rui Costa já havia sinalizado publicamente a possibilidade de ajustes no Orçamento, o que foi interpretado por deputados e senadores como o passo inicial para o corte. A leitura no Congresso é de que o Planalto antecipou a disputa ao reduzir o espaço das emendas.
Reação imediata
A resposta deve vir já na primeira sessão do Congresso, com a derrubada de vetos presidenciais ligados às áreas fiscal, econômica e ambiental.
Ano eleitoral
Parte dos recursos suprimidos será realocada para recompor programas como Pé-de-Meia e Auxílio Gás, iniciativas que o governo pretende destacar ao longo do ano eleitoral.
Fora do alcance
Uma parcela relevante do montante foi redirecionada por atos do Executivo, sem depender de nova deliberação do Congresso.
Tentativa de recomposição
Parlamentares já articulam alternativas para recuperar ao menos R$ 400 milhões do valor cortado, buscando mitigar as perdas nas emendas.
Nos bastidores, a tensão reforça o clima de enfrentamento entre Legislativo e Planalto, com o controle do Orçamento no centro da disputa política.