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quarta-feira, 8 abril, 2026
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Com Lula ao lado, Trump elogia Bolsonaro

Por Alexandre Gomes

Presidente dos EUA demonstra incômodo com condenação do ex-chefe do Executivo brasileiro

Durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur, na Malásia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) e demonstrou desconforto com as condenações impostas ao ex-chefe do Executivo. As declarações ocorreram neste domingo (26), momentos antes da reunião de Trump com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Gosto de Bolsonaro. Ele é um bom sujeito. Ficamos incomodados com as penas impostas a ele”, disse Trump ao responder a jornalistas.

Questionado se o tema seria abordado na conversa com Lula, o republicano encerrou o assunto:

“Isso não é da conta de vocês.”


Tema econômico domina encontro

De acordo com a comitiva brasileira, o nome de Bolsonaro foi citado apenas uma vez, de maneira circunstancial. Segundo o Itamaraty, Lula respondeu destacando que o ex-presidente foi julgado dentro das normas do sistema judicial brasileiro, sem interferência política.

O principal foco da reunião foi a discussão sobre tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Trump afirmou que a questão poderia ser resolvida “muito rapidamente” e sinalizou disposição para negociar.

Apesar de o compromisso ter sido previamente acertado, o Palácio do Planalto optou por não incluí-lo na agenda oficial, estratégia usada para evitar exposição caso o encontro fosse cancelado.


Contexto diplomático

A conversa entre os dois presidentes ocorre em um momento de tensão diplomática. Dias antes, Lula havia criticado o que chamou de “protecionismo norte-americano” e se solidarizado com a Venezuela, em declarações consideradas incômodas pela Casa Branca.

Mesmo assim, Trump afirmou estar disposto a discutir um novo acordo comercial “sob certas circunstâncias”, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que os EUA preferem ver o Brasil fortalecer a parceria com Washington, em vez de estreitar laços com Pequim.

“Temos alguns problemas com o Brasil, particularmente quanto ao tratamento de seus juízes e em relação ao setor digital. Precisaremos resolver isso também”, disse Rubio.

O encontro, o primeiro entre Lula e Trump desde o retorno do republicano à Casa Branca, foi considerado cordial, mas politicamente sensível, diante das divergências entre os dois governos e das menções de Trump a Bolsonaro.


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