A Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, publicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado para adiar — ou inviabilizar — uma audiência prevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 22. Segundo a publicação, a estratégia envolveria críticas públicas ao governo norte-americano feitas pelo assessor especial Celso Amorim.
De acordo com a coluna, a suposta decisão estaria relacionada a questionamentos sobre acordos na área militar envolvendo o Brasil, o Irã e a China.
Alegações sobre acordos e documento citado
A publicação menciona a existência de um suposto documento denominado “Tucano Ground Station”, que teria sido apresentado ao Congresso dos EUA em 26 de fevereiro, e que trataria de possível cooperação envolvendo infraestrutura estratégica no Brasil. A coluna afirma que o governo brasileiro não teria divulgado detalhes desse acordo à população.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo brasileiro sobre a existência de base militar estrangeira em território nacional.
Convocação no Congresso
Ainda segundo a coluna, o ministro da Defesa foi convocado para prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados sobre temas relacionados à política de defesa e cooperação internacional.
A publicação também cita episódios anteriores, como a escala de navios e aeronaves militares iranianas no Brasil e declarações de Celso Amorim sobre política nuclear, que teriam causado preocupação em setores internacionais.
Contexto diplomático
O governo brasileiro tem adotado postura de maior autonomia nas relações internacionais, reforçando laços com países do Brics e defendendo maior protagonismo do Sul Global. Autoridades brasileiras não confirmaram qualquer ruptura diplomática com os Estados Unidos.
Até o momento, não há pronunciamento oficial do Palácio do Planalto sobre as alegações apresentadas na coluna.