Ao anunciar o número recorde de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, o deputado federal Carlos Jordy afirmou que o escândalo envolvendo a instituição financeira supera, em gravidade, a Operação Lava Jato. Para o parlamentar, trata-se do maior caso de corrupção já registrado no país.
Segundo Jordy, a fraude atribuída ao banco controlado por Daniel Vorcaro expõe relações com pessoas influentes e enfrenta resistência para avançar nas investigações. O deputado mencionou supostos vínculos de familiares dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), com empresas relacionadas ao caso.
“É o caso mais escandaloso de corrupção da nossa história”, declarou Jordy. “Deixa a Lava Jato no chinelo.” O parlamentar citou contratos milionários e a existência de empreendimentos ligados ao banco como exemplos de indícios que, segundo ele, precisam ser apurados com profundidade.
CPMI do Banco Master reúne assinaturas suficientes
Autor do requerimento, Jordy informou que a proposta de CPMI já conta com 280 assinaturas — 228 de deputados e 42 de senadores. Para a instalação de uma CPMI, são necessárias 198 assinaturas, equivalentes a um terço dos integrantes de cada Casa do Congresso.
De acordo com o deputado, o total alcançado supera o da CPMI dos Correios, instaurada em 2005. Ele ressaltou ainda que, diferentemente de uma CPI restrita a uma Casa, a CPMI tem instalação automática após o protocolo do pedido, na primeira sessão conjunta do Congresso.
“A CPMI, ao contrário da CPI, é automática”, afirmou. Jordy acrescentou que a não instalação do colegiado na próxima sessão conjunta poderia caracterizar crime de responsabilidade por parte do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre.