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segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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Caso Epstein provoca queda do chefe de gabinete do premiê britânico

Por Alexandre Gomes

O escândalo envolvendo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos levou à renúncia de Morgan McSweeney, braço direito do primeiro-ministro Keir Starmer. McSweeney deixou o cargo neste domingo, 8, após assumir “total responsabilidade” pela recomendação que resultou na indicação do diplomata.

A crise ganhou força depois da divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que reacenderam questionamentos sobre a proximidade de Mandelson com Jeffrey Epstein, bilionário acusado de liderar uma rede de tráfico sexual de menores e morto em 2019 enquanto aguardava julgamento. Os arquivos apontam contatos frequentes entre os dois e mencionam o possível compartilhamento de informações confidenciais durante o período em que Mandelson ocupou cargos de destaque no governo britânico.

Em nota de despedida, McSweeney reconheceu o erro da indicação. “A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada”, afirmou. Segundo ele, a escolha “prejudicou o partido, o país e a confiança na política”. Considerado peça-chave na ascensão de Starmer e creditado por sua atuação na vitória eleitoral de 2024, o agora ex-chefe de gabinete deixa o posto em meio a um momento de desgaste do governo trabalhista.

Repercussões políticas

A polêmica culminou na demissão de Mandelson do cargo diplomático em setembro de 2025. Em seguida, ele se desfiliou do Labour Party e renunciou à Câmara dos Lordes, onde ocupava um assento vitalício. As revelações intensificaram a pressão sobre a liderança de Starmer, que enfrenta críticas internas e externas sobre seu julgamento político.

Pesquisas recentes indicam queda na popularidade do premiê, com o partido perdendo fôlego em intenções de voto e o Reform UK avançando em levantamentos locais. Após a saída de McSweeney, Starmer agradeceu publicamente ao aliado, mas a decisão não conteve as cobranças.

Líderes da oposição defendem que o próprio primeiro-ministro responda pela nomeação, argumentando que a responsabilidade final cabe ao chefe de governo. Com isso, o episódio amplia a instabilidade no núcleo do poder britânico e coloca em xeque a condução política de Starmer.

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