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quinta-feira, 22 janeiro, 2026
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Carol De Toni critica atuação de Gonet no caso Banco Master e fala em interferência do STF

Por Alexandre Gomes

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) afirmou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, estaria atuando como “braço” dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso que envolve o Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Oeste com Elas, nesta terça-feira (20).

Segundo a parlamentar, o episódio ganhou repercussão nacional apenas em novembro, meses após o envio de representações aos órgãos de controle. “Em abril, quando oficiamos esses órgãos, recebemos respostas evasivas”, afirmou. De Toni relatou ainda que, em dezembro, apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República apontando possível conflito de interesses de Toffoli, que teria viajado em novembro em aeronave ligada ao diretor de compliance do Banco Master.

De acordo com a deputada, a PGR informou que acompanhava o caso, mas não se manifestou de forma clara sobre eventual impedimento ou suspeição de Toffoli. Posteriormente, segundo ela, Paulo Gonet determinou o arquivamento da denúncia contra o ministro do STF. “Vamos reiterar a denúncia. O PGR está fazendo um desserviço”, disse.

Durante a entrevista, Carol De Toni também criticou a decisão que determinou a entrega, à PGR, de material apreendido pela Polícia Federal no âmbito das investigações. Para a deputada, a corporação não deveria cumprir ordens que considere ilegais. “Ordem manifestamente ilegal não se cumpre. Isso está na Constituição e na lei do funcionalismo público”, declarou.

Na avaliação da parlamentar, retirar a investigação das mãos da Polícia Federal e transferi-la à Procuradoria comprometeria o devido processo legal. Ela também mencionou o inquérito das fake news, no qual Alexandre de Moraes determinou apurações envolvendo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a Receita Federal, relacionadas a suposto vazamento de informações de ministros do STF e familiares.

“Isso não ocorreria em um país sério, mas, no Brasil, virou regra normalizar o escândalo”, concluiu a deputada.

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