O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou preocupação com levantamentos eleitorais que indicam crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenários para a disputa presidencial. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, Lula cobrou maior agilidade de aliados na organização da pré-campanha durante reunião realizada no início da semana no Palácio da Alvorada.
Segundo relatos, o presidente mostrou incômodo com o desempenho nas pesquisas e com a dificuldade de converter ações do governo em capital político. Também teria apontado insatisfação com o que considera uma reação ainda moderada diante da ofensiva da oposição.
Estratégia e reorganização
Após o encontro, dirigentes do PT teriam orientado parlamentares a intensificar o embate político, incluindo maior exposição do caso envolvendo o Banco Master no debate público. A movimentação busca reforçar a narrativa governista diante das críticas da oposição.
A reunião contou com nomes ligados à articulação eleitoral, como Edinho Silva — apontado como coordenador-geral da futura campanha — além de Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr., citados para funções estratégicas.
Nos bastidores, aliados avaliam que o Partido Liberal já estaria adiantado na estruturação da disputa, especialmente nas áreas jurídica e de comunicação.
Limites legais
Apesar da pressão interna por maior mobilização, a legislação eleitoral impõe restrições à campanha formal antes do período oficial, que se inicia em agosto. Até lá, pedidos explícitos de voto são proibidos.
A cúpula petista também passou a cobrar maior alinhamento no discurso público e maior engajamento dos deputados na defesa das pautas do governo, em meio ao cenário de polarização que se desenha para o pleito.