Manifestantes se reuniram neste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, para o ato intitulado “Acorda, Brasil”. A mobilização contou com a presença de parlamentares e pré-candidatos à Presidência da República ligados à direita.
O evento teve início por volta das 14h, na altura do Masp, com discursos críticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Presença de presidenciáveis
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou da manifestação, marcando sua primeira presença em um ato do tipo desde que lançou sua pré-candidatura ao Planalto, em dezembro de 2025.
Ele chegou acompanhado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Ambos também são apontados como pré-candidatos à Presidência.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos principais articuladores da mobilização.
Pautas e discursos
Entre as principais reivindicações apresentadas no ato estão pedidos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas à atuação de ministros do STF.
Durante os discursos, parlamentares mencionaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e defenderam mudanças no cenário jurídico e político do país.
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que o grupo seguirá “honrando Jair Messias Bolsonaro”. Já o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) citou a aprovação do projeto de combate a organizações criminosas, relatado por ele, destacando mudanças relacionadas ao cumprimento de pena de líderes de facções.
A manifestação também incluiu críticas ao governo federal e pedidos de impeachment de ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Mobilização nacional
O ato na Paulista integra uma série de manifestações realizadas no mesmo dia em outras cidades do país, com pautas semelhantes.
Diferentemente de eventos anteriores, o pastor Silas Malafaia não esteve à frente da organização, embora tenha comparecido ao ato.
A mobilização reforça a movimentação política de lideranças da direita com vistas às eleições de 2026.