Manifestantes se reuniram neste domingo (25) na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, para pedir anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e defender a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A concentração ocorreu no Centro Cultural Fiesp e teve início por volta das 15h.
Vestidos com camisetas verde e amarelas, os participantes afirmaram manter uma mobilização organizada e pacífica. O protesto em São Paulo ocorreu simultaneamente ao ato “Acorda, Brasil”, realizado em Brasília, onde o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) discursou após encerrar a caminhada iniciada em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais.
Segundo organizadores, a mobilização na Paulista ganhou força após a Caminhada pela Liberdade, liderada por Nikolas Ferreira, que partiu de Minas Gerais na segunda-feira (19) com destino à capital federal. Em Brasília, a forte chuva atrasou a chegada do parlamentar e de seus apoiadores em pouco mais de três horas.
Durante o deslocamento, um raio atingiu uma área próxima ao Memorial JK, onde milhares de manifestantes acompanhavam o ato. O incidente provocou pânico, deixou feridos e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros. De acordo com o portal g1, ao menos seis pessoas ficaram em estado grave.
Discurso e orientação aos manifestantes
No Eixo Monumental, Nikolas Ferreira discursou para os apoiadores e afirmou que a mobilização não tinha como objetivo a tomada de poder. “Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou”, disse. Segundo o deputado, a partir do ato, os participantes teriam a missão de “acordar outras pessoas”.
Ao final do pronunciamento, Nikolas orientou os manifestantes a deixarem o local e retornarem para casa, evitando seguir em direção à Praça dos Três Poderes. Em seguida, conduziu uma oração coletiva, na qual pediu misericórdia para o país, criticou a corrupção e pediu força para enfrentar adversários políticos.