A divulgação de nova pesquisa Quaest, que aponta empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, ambos com 41%, intensificou discussões no Palácio do Planalto e em partidos aliados.
Segundo relatos de bastidores, o cenário já era monitorado por meio de levantamentos internos, que teriam indicado crescimento do senador nas intenções de voto. O ambiente no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete presidencial, seria de preocupação com a tendência registrada nos números.
Debate sobre sucessão no PT
Entre interlocutores do mercado financeiro próximos ao governo, circulam especulações de que Lula poderia, eventualmente, abrir espaço para outro nome do PT na disputa presidencial. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é citado como possível alternativa.
Levantamento recente do Paraná Pesquisas aponta Haddad como o petista mais bem posicionado entre eventuais substitutos do presidente.
Pressão sobre o PSD
O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas também teria acelerado discussões internas no PSD. O presidente do partido, Gilberto Kassab, que pretendia adiar a definição de candidatura própria até abril, passou a ser pressionado a antecipar a decisão.
Entre as opções avaliadas pela legenda, o nome mais cotado é o do governador do Paraná, Ratinho Junior, que teria maior margem de tempo para consolidar eventual candidatura.
Cenário político em movimento
O novo quadro eleitoral amplia as articulações nos bastidores e eleva a tensão entre partidos da base e da oposição. O cenário segue em evolução, com possíveis redefinições estratégicas tanto no campo governista quanto entre aliados de centro-direita.