Empate na votação obrigou JD Vance a decidir e barrou tentativa de impor aval prévio do Congresso
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu no Senado o direito de continuar conduzindo operações militares na Venezuela sem necessidade de aprovação prévia do Congresso. A vitória veio nesta quarta-feira, 14, por margem mínima, depois de dois senadores republicanos recuarem sob possível pressão da Casa Branca.
O Senado rejeitou um projeto que determinava que qualquer nova ofensiva norte-americana na Venezuela dependeria do aval do Legislativo. A medida obteve 50 votos favoráveis e 50 contrários. O vice presidente JD Vance, que preside a Casa, desempatou a sessão em favor do Executivo.
O debate ganhou corpo ainda na semana anterior, quando cinco senadores da base republicana se uniram à oposição para colocar a proposta em pauta. A movimentação irritou Trump, que teria reagido com indignação diante da tentativa de limitar suas ações no campo da política externa.
Entre os parlamentares que haviam apoiado a votação, dois decidiram mudar de posição: Josh Hawley e Todd Young. Ambos recuaram depois de receber ligações do presidente e do secretário de Estado, Marco Rubio.
Segundo interlocutores, a conversa visou desmobilizar o apoio interno à resolução, sem exigir dos senadores um endosso explícito à operação militar realizada no início do mês.
O governo executou uma ação militar na Venezuela no dia 3 de janeiro. A iniciativa envolveu a captura do ditador Nicolás Maduro, líder do Partido Socialista Unido da Venezuela.
Trump telefonou para Delcy Rodríguez
Também nesta quarta-feira, Trump conversou por telefone coma presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O diálogo abortou temas relacionados à colaboração do regime chavista com o governo norte-americano.
Trump comentou o contato em suas redes sociais e afirmou que a conversa ocorreu pela manhã. Segundo ele, os assuntos tratados incluíram petróleo, comércio, minerais e questões de segurança.