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terça-feira, 3 fevereiro, 2026
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Trump promoveu ampla faxina administrativa e retira EUA de acordos que ferem a soberania nacional

Por Alexandre Gomes

O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, iniciou uma das mais profundas reorganizações administrativas da história recente do país ao determinar a retirada norte-americana de dezenas de organizações, tratados e acordos internacionais considerados prejudiciais aos interesses nacionais. A medida foi formalizada por meio da Ordem Administrativa nº 14.199, cujo cumprimento vem sendo executado desde 2025 e ganhou novo impulso no início de 2026.

A diretriz central do governo Trump é clara: encerrar o envio de recursos públicos e a submissão dos EUA a organismos internacionais capturados por agendas ideológicas, burocráticas e contrárias à soberania do país. Ao todo, os Estados Unidos deixaram 66 organizações internacionais, sendo mais de 30 delas ligadas direta ou indiretamente à Organização das Nações Unidas (ONU).

Retirada de estruturas globais e ambientais

O memorando presidencial, intitulado “Retirar os Estados Unidos de Organizações, Convenções e Tratados Internacionais que sejam contrários aos interesses dos Estados Unidos”, foi emitido em 7 de janeiro de 2026 e regulamenta a execução da OA 14.199, publicada originalmente em fevereiro de 2025.

Entre as determinações, Trump ordenou ao secretário de Estado, Marco Rubio, uma revisão criteriosa da participação americana em organismos intergovernamentais, com destaque para aqueles ligados à agenda ambiental-climática. O resultado foi a saída formal de entidades como:

  • IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas)
  • Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA)
  • Aliança Solar Internacional
  • União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)
  • Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES)

Segundo o governo Trump, essas instituições utilizam o discurso ambiental como instrumento político, impondo restrições econômicas, energéticas e produtivas sem qualquer legitimidade democrática.

Críticas ao “sustentável” e à governança global

O governo americano também abandonou programas como o Pacto Energético Livre de Carbono 24/7, ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A iniciativa buscava forçar a correspondência integral entre consumo de energia e fontes “limpas”, algo classificado por Trump como irrealista, caro e prejudicial à segurança energética.

A saída mais simbólica, no entanto, foi do IPBES, apontado por críticos como um dos principais braços políticos da ONU para interferir em políticas agrícolas, ambientais e alimentares dos países, misturando ciência e ideologia de forma explícita.

Outro alvo foi o International IDEA, instituto que atua para “adequar constituições nacionais” a acordos internacionais — prática vista pelo governo Trump como uma ameaça direta à soberania constitucional dos países.

Fim do financiamento climático

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou em 8 de janeiro de 2026 a saída imediata dos EUA do Fundo Verde para o Clima (GCF), afirmando que o país não financiará mais organizações que dificultem o acesso à energia barata e confiável.

“Nossa nação não enviará mais o dinheiro do contribuinte para instituições radicais que contradizem o crescimento econômico e a redução da pobreza”, declarou Bessent.

Defesa da soberania americana

Em coletiva, Marco Rubio foi direto ao resumir a posição do presidente:

“Não é aceitável continuar enviando o sangue, o suor e o dinheiro do povo americano para instituições redundantes, mal administradas, capturadas por interesses ideológicos e hostis à nossa soberania.”

Trump classificou esses organismos como perdulários, desnecessários e ameaçadores às liberdades e à prosperidade dos EUA.

Um recado ao mundo

A ofensiva americana marca um freio explícito ao projeto de governança global, sustentado por ONGs, burocracias multilaterais e interesses financeiros transnacionais. Enquanto os EUA se retiram dessas estruturas, países em desenvolvimento seguem absorvendo tais agendas em suas legislações internas.

No Brasil, especialistas apontam que a Constituição de 1988 se tornou um terreno fértil para a incorporação automática de diretrizes internacionais, muitas vezes em detrimento dos interesses nacionais. O movimento de Trump reacende o debate: se os criadores dessas agendas estão pulando fora, por que o Brasil insiste em segui-las?

A mensagem deixada por Washington é inequívoca: cooperação internacional só faz sentido quando respeita a soberania, o interesse nacional e a liberdade dos povos.

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