Presidente dos EUA exige acordo e ameaça consequências
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que Cuba “feche um acordo” ou enfrente consequências, alertando que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos será interrompido. O republicano tem voltado sua atenção para a ilha desde que forças norte-americanas capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em Caracas.
Em publicação na Truth Social neste domingo, 11, Trump afirmou que “não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba” e sugeriu que a ilha, governada por comunistas, deveria negociar com Washington.
“Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela”, escreveu. “Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ para os últimos dois ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS!”
Trump não especificou os termos do acordo nem as consequências que Cuba poderia enfrentar. “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO PARA CUBA – ZERO! Sugiro fortemente que façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE.”
Tensão entre EUA e Cuba aumenta
Venezuela é a maior fornecedora de petróleo da ilha, mas nenhum carregamento partiu dos portos venezuelanos desde a captura de Maduro, segundo dados de navegação. O país envia cerca de 35 mil barris de petróleo por dia à ilha.
A estratégia da administração Trump de confiscar petroleiros venezuelanos sancionados já agravou a crise de combustível e eletricidade no país cubano. Na sexta-feira 9, os EUA apreenderam um quinto navio que, segundo o governo, transportava petróleo sancionado.
Presidente cubano responde Trump
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel rejeitou a ameaça nas redes sociais: “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos. Cuba não ataca; foi atacada pelos EUA por 66 anos, e não ameaça; se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue.”
No tienen moral para señalar a Cuba en nada, absolutamente en nada, quienes convierten todo en negocio, incluso las vidas humanas.
Quienes hoy drenan histéricos contra nuestra nación lo hacen enfermos de rabia por la decisión soberana de este pueblo de elegir su modelo político.
_— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@diazcanelb) _January 11, 2026
#Cuba_ es una nación libre, independiente y soberana. Nadie nos dicta qué hacer. Cuba no agrede, es agredida por EE.UU hace 66 años, y no amenaza, se prepara, dispuesta a defender a la Patria hasta la última gota de sangre._#CubaEsCoraje
_— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@diazcanelb) _January 11, 2026
Já o ministro das Relações Exteriores do país, Bruno Rodríguez, respondeu que o país mantém o “direito” de importar combustível “sem interferência ou subordinação às medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos”.
Ele afirmou ainda que, diferentemente dos EUA, Cuba não se presta a “chantagem ou coerção militar contra outros Estados”.