Estruturação ocorre durante o Fórum Econômico Mundial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na quinta-feira, 22, em Davos, na Suíça. A cerimônia marca a formalização do Conselho de Paz, criado para encerrar a guerra na Faixa de Gaza.
Logo depois da criação do grupo, Trump ampliou o escopo da iniciativa e revelou que o conselho também atuará em outros conflitos ao redor do mundo. Na terça-feira 20, o republicano afirmou que o grupo poderia, inclusive, substituir as Nações Unidas.
Em Davos, Trump voltou a destacar o interesse estratégico na Groenlândia. Ao abordar o tema, reforçou que os EUA não recorrerão ao uso da força e afirmou que qualquer movimento será realizado de forma pacífica.
Além disso, ele cobrou uma atuação mais firme da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na defesa da ilha. No entanto, enfatizou que somente os EUA possuem condições reais de garantir a segurança integral do território.
“Eu não preciso usar a força”, disse. “Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os EUA estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia. Nós nunca pedimos nada mais. Vocês podem dizer sim, e nós apreciaremos muito, ou vocês podem dizer não e nós lembraremos que uma América forte e segura significa uma Otan forte.”
Europa articula respostas à iniciativa de Trump
O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou nesta quarta-feira a realização de um exercício da Otan na Groenlândia, conforme informou seu gabinete.
Também nesta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o continente está “preparado para agir”, embora tenha ressaltado a preferência pelo diálogo.
Por sua vez, o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, argumentou que a Europa tem condições de garantir a própria defesa. Mark Rutte, secretário-geral da Otan, seguiu na mesma linha.
De acordo com a emissora TV2, o governo da Dinamarca avalia o envio de até mil soldados à Groenlândia.