Movimentação do USS Gerald R. Ford reforça presença militar dos EUA em meio ao aumento da tensão com o Irã
O presidente Donald Trump ordenou o deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford do Mar do Caribe para o Oriente Médio. A movimentação ocorre enquanto o governo norte-americano avalia a possibilidade de uma ação militar contra o Irã. Com a chegada da embarcação, os Estados Unidos manterão dois porta-aviões e suas respectivas frotas de apoio na região, já que o USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros lançadores de mísseis operam na área há mais de duas semanas. A informação é da emissora Fox News.
O USS Ford iniciou sua missão em junho de 2025 e permaneceu no Mar do Caribe desde o último outono. Naquela ocasião, a administração Donald Trump estabeleceu uma presença militar significativa na costa venezuelana para apoiar a operação de captura de Nicolás Maduro. Agora, a redistribuição das forças navais sinaliza uma mudança de prioridade estratégica para conter as ameaças iranianas e garantir a segurança dos aliados no Golfo.
Netanyahu pressiona Trump
Nesta quinta-feira, Donald Trump advertiu o governo iraniano sobre as consequências de um fracasso nas negociações do programa nuclear. O presidente afirmou que a ausência de um acordo seria traumática para o país persa e exigiu rapidez no entendimento entre as nações. O aviso surge logo que os dois países concluíram conversas indiretas em Omã, na semana passada, sem avanços definitivos sobre os termos de cooperação.
O presidente norte-americano conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na última quarta-feira, para reafirmar a continuidade das negociações. Netanyahu pressiona a administração republicana para que qualquer acordo obrigue Teerã a reduzir seu programa de mísseis balísticos. O líder israelense também exige o fim do financiamento iraniano a grupos como o Hamas e o Hezbollah como condição fundamental para a estabilidade regional.
A presença simultânea do USS Ford e do USS Abraham Lincoln confere aos Estados Unidos uma capacidade de ataque e vigilância sem precedentes no Oriente Médio nos últimos anos. Cada porta-aviões lidera um grupo de batalha composto de navios de escolta e sistemas avançados de defesa aérea. A estratégia de Donald Trump busca desestimular provocações militares, enquanto mantém os canais diplomáticos abertos, sob a condição de que o Irã aceite as exigências de Washington de forma imediata.