Presidente dos EUA reage a bombardeios contra complexo de GNL e cita possível intervenção terrestre
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir o campo de South Pars, a maior reserva de gás natural do Irã. A declaração ocorre em resposta a ataques iranianos contra o complexo de Ras Laffan, no Catar. Segundo a estatal QatarEnergy, a ofensiva de Teerã causou danos consideráveis à infraestrutura nesta semana.
O Pentágono estuda o envio de milhares de soldados ao Golfo Pérsico. O reforço visa a garantir a abertura do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações globais de energia. A crise elevou o barril do petróleo Brent para US$ 114, uma alta diária de 6,19%.
O Irã, por meio da Guarda Revolucionária, afirmou que os EUA e Israel “cometeram um grande erro ao atacar a infraestrutura energética do Irã”. O governo iraniano ameaçou destruir instalações de aliados norte-americanos caso as ofensivas persistam. Atualmente, 3,2 mil navios aguardam liberação para navegar na região.
Resposta de Trump
“NENHUM OUTRO ATAQUE SERÁ FEITO POR ISRAEL contra este importantíssimo e valioso campo de South Pars, a menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar um país inocente, neste caso, o Catar”, escreveu Trump. “Nessa situação, os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, explodirão maciçamente a totalidade do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã.”
A Organização Marítima Internacional (OMI) busca criar um corredor seguro para 20 mil marinheiros retidos no mar. Enquanto isso, aliados da Otan e nações árabes resistem a formar uma coalizão militar com Washington. Trump classificou a neutralidade dos aliados europeus como um “erro realmente estúpido”.
A Casa Branca afirma que o envio de tropas terrestres ainda não foi decidido. “Não houve nenhuma decisão de enviar tropas terrestres neste momento, mas o presidente Trump sabiamente mantém todas as opções à sua disposição”, declarou um funcionário do governo à agência Reuters. A operação foca a destruição da capacidade de mísseis e da Marinha do Irã.