Após anos de neutralidade, a Suécia aderiu à OTAN em Washington nesta quinta-feira (7), dois anos após a invasão russa da Ucrânia forçar o país a reconsiderar sua política de segurança nacional. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, entregou a documentação final ao governo dos EUA, marcando o último passo de um prolongado processo para garantir o apoio de todos os membros para aderir à aliança militar.
“A Suécia é um país mais seguro hoje do que éramos ontem. Temos aliados. Temos apoio”, disse Kristersson num discurso à nação sueca em Washington. “Fizemos um seguro na aliança de defesa ocidental.”
Essa adesão marca uma ruptura clara com o passado, já que durante mais de 200 anos a Suécia evitou alianças militares e adotou uma posição neutra em tempos de guerra. No entanto, a invasão russa à Ucrânia mudou drasticamente a percepção de segurança do país, levando-os a buscar proteção na OTAN.
A Rússia, por sua vez, reagiu com ameaças de “contramedidas políticas e técnico-militares” não especificadas em resposta à ação da Suécia. A adesão da Suécia à OTAN, é vista como um movimento para reforçar a segurança em meio às crescentes tensões com a Rússia, que têm aumentado nos últimos anos.
A adesão da Suécia à OTAN também é vista como uma adição significativa à aliança, trazendo consigo submarinos de última geração e uma frota considerável de caças Gripen produzidos internamente. Isso fortalece ainda mais a OTAN e, para a Rússia, representa um desafio em sua vizinhança imediata.
Este movimento também é um golpe para o presidente russo, Vladimir Putin, que tem procurado impedir qualquer fortalecimento adicional da aliança. Com a adesão da Suécia à OTAN, a segurança na região do Báltico e do Atlântico Norte é reforçada, enviando um claro sinal de unidade e determinação por parte dos aliados da OTAN em face das ameaças regionais.