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quinta-feira, 22 janeiro, 2026
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‘Só os EUA podem proteger a Groenlândia’, diz Trump

Por Alexandre Gomes

Para o presidente norte-americano, a aquisição do território ampliaria a segurança de todo o Ocidente e não representaria ameaça à Otan

O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira, 21, que apenas os Estados Unidos teriam capacidade de proteger a Groenlândia e defendeu negociações imediatas para discutir a aquisição do território. Segundo ele, a medida ampliaria a segurança de todo o Ocidente e não representaria ameaça à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A declaração foi feita durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Trump descreveu a Groenlândia como um território vasto, pouco povoado e subdesenvolvido, localizado em uma posição estratégica entre Estados Unidos, Rússia e China. Para ele, a ilha estaria “indefesa” diante de disputas geopolíticas crescentes no Ártico.

O presidente afirmou ainda que a Groenlândia integra a América do Norte, na fronteira norte do Hemisfério Ocidental, e que impedir a entrada de ameaças externas na região sempre foi um interesse central da segurança nacional americana.

Segundo Trump, essa lógica orienta a política dos EUA “há centenas de anos” e justificaria a retomada das discussões sobre o controle do território.

Entenda os avanços de Trump em relação à Groenlândia

Nos últimos dias, o presidente Donald Trump passou a tratar publicamente a aquisição do território ártico como uma prioridade de segurança nacional para dissuadir adversários na região. O tom rompe com a cautela diplomática ao transformar um antigo tema de bastidor em meta declarada de política externa.

Em comunicado, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que adquirir a ilha é “vital para a segurança dos EUA” e que Trump avalia várias opções, deixando claro que “o recurso ao Exército é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe”.

A disposição de tratar o tema abertamente, com menção explícita ao uso das Forças Armadas, provocou reações imediatas. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que uma eventual tomada de poder da Groenlândia pelos EUA equivaleria ao fim da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte. “Se os EUA optarem por atacar militarmente outro país da Otan, tudo para”, disse à emissora local TV2.

Território semiautônomo ligado à Dinamarca, a Groenlândia detém posição estratégica e vastas reservas de recursos naturais, como terras raras, criolita e carvão, fatores que atraem Trump desde o primeiro mandato. Agora, no entanto, o discurso tornou-se mais assertivo e menos condicionado à diplomacia tradicional.

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