Embarcação usada para o tráfico internacional foi bombardeada
O Comando Militar Sul dos EUA informou que uma operação contra o narcotráfico internacional no Caribe deixou três mortos na segunda-feira, 23. Uma embarcação com três homens foi bombardeada. Não houve sobreviventes.
“Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de narcotráfico no Caribe e envolvida em operações de narcotráfico. Três narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante essa ação. Nenhum militar dos EUA ficou ferido”, informa nota do Comando Sul publicada no X.
_On Feb. 23, at the direction of #SOUTHCOM commander Gen. Francis L. Donovan, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed the vessel was transiting along known… _pic.twitter.com/XUHImPAZik
_— U.S. Southern Command (@southcom) _February 23, 2026
A ação de segunda-feira, 23, foi o 43º ataque conduzido por forças dos EUA no Pacífico e no Caribe desde setembro de 2025. Até agora, de acordo com números do Departamento de Guerra norte-americano, 141 traficantes foram mortos.
Depois da captura do ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, durante uma operação militar dos EUA na Venezuela, os bombardeios perderam intensidade. No fim de janeiro, as ações foram retomadas. Só neste mês, foram seis ataques.
Os EUA têm contado com a cooperação da presidente interina, Delcy Rodríguez, número dois do regime de Maduro. Ela parece estar colaborando. Recentemente, sancionou uma lei para anistiar presos políticos da ditadura.
O governo também colaborou com a prisão do empresário Álex Saab, apontado como um dos principais operadores financeiros e “testa de ferro” de Maduro. Ele foi preso em 4 de fevereiro, em Caracas, durante uma operação conjunta entre órgãos de segurança da Venezuela e autoridades dos Estados Unidos.
Segundo as informações mais recentes, Saab foi detido por agentes do serviço de inteligência venezuelano, com apoio de investigadores norte-americanos, no âmbito de apurações que envolvem esquemas internacionais de corrupção, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada. O empresário é considerado peça-chave na engrenagem financeira do regime chavista.