Presidente dos EUA denuncia tratamento a Bolsonaro como “terrível” e pede: “Deixem-no em paz!”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer duras críticas ao Judiciário brasileiro e saiu mais uma vez em defesa contundente de Jair Bolsonaro (PL). Em publicação feita nesta segunda-feira (7) na rede Truth Social, Trump afirmou que as autoridades brasileiras estão obcecadas em perseguir o ex-presidente e acusou o país de ter abandonado suas prioridades em nome de um projeto de retaliação política.
“O Brasil está fazendo uma coisa terrível no tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu tenho observado, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano!”, escreveu o presidente norte-americano.
Trump: Bolsonaro é perseguido por ter lutado pelo povo
Na mesma publicação, Trump afirmou que Bolsonaro está sendo injustamente acusado e criminalizado por ter defendido os brasileiros e feito oposição legítima ao atual governo.
“Ele está sendo perseguido por ter lutado pelo povo. A eleição foi muito apertada e ele lidera com folga as pesquisas para 2026”, destacou Trump, ressaltando o peso político que Bolsonaro ainda carrega no cenário nacional.
A declaração do presidente norte-americano chega em um momento de acirramento no processo judicial contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele é réu sob acusação de tentativa de golpe. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, alvo de críticas frequentes tanto de Trump quanto de aliados do ex-presidente brasileiro.
“Deixem Bolsonaro em paz!”
Utilizando uma expressão que já virou marca registrada, Trump classificou o processo contra Bolsonaro como “uma verdadeira caça às bruxas”, comparando-o à perseguição política que ele próprio afirma ter sofrido nos Estados Unidos.
“O único julgamento que deveria ocorrer é o julgamento pelo povo. Isto se chama eleição. Deixem Bolsonaro em paz!”, escreveu Trump.
Críticas aumentam tensão entre Brasil e EUA
A nova manifestação do presidente dos EUA intensifica o clima de tensão diplomática entre Washington e Brasília. O governo Lula tem rechaçado com veemência qualquer manifestação estrangeira sobre seus processos internos. Em nota anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil é “soberano” e não aceita interferências externas.
Mas para Trump, o que está em jogo não é soberania, e sim democracia e liberdade de expressão. A fala se soma ao movimento crescente dentro dos Estados Unidos para aplicar sanções internacionais contra Alexandre de Moraes, com base na Lei Global Magnitsky e na Ieepa — legislações americanas voltadas a punir violações de direitos humanos e abusos de poder.
Plataformas e senadores se movimentam nos EUA
Além das declarações de Trump, empresas como a Rumble e a Trump Media acionaram a Justiça americana contra Alexandre de Moraes, alegando censura e perseguição política por decisões que impactaram as redes sociais no Brasil, como a suspensão do X (antigo Twitter) em 2024.
O Secretário e senador Marco Rubio (R-FL), aliado de Trump, também defende sanções duras contra o ministro do STF, destacando os impactos das decisões sobre jornalistas, opositores e cidadãos comuns. Moraes tem 21 dias para responder formalmente às acusações na Justiça dos EUA, o que torna o episódio um marco nas relações bilaterais e nas discussões sobre liberdade digital.
Bolsonaro se torna símbolo global da resistência
A defesa firme de Donald Trump consolida Jair Bolsonaro como um símbolo global da resistência conservadora. Perseguido por seu posicionamento firme e suas bandeiras em defesa da liberdade, Bolsonaro agora conta com o apoio aberto do líder da maior potência do mundo.
“Bolsonaro representa o povo. A história mostrará quem estava certo. E o povo vai vencer nas urnas”, afirmou Trump.