‘Penso em ir para lá assim que estabelecermos cooperação e pudermos avançar com tudo’, disse Delcy Rodríguez
A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que recebeu um convite para visitar os Estados Unidos, de acordo com uma entrevista concedida à rede norte-americana NBC veiculada nesta quinta-feira, 12. A fala ocorre no contexto da agenda política do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em Caracas.
“Fui convidada para ir aos Estados Unidos”, afirmou Delcy Rodríguez, segundo a NBC. “Estamos pensando em ir para lá assim que estabelecermos essa cooperação e pudermos avançar com tudo.”
Em reunião no Palácio de Miraflores, Wright e Delcy selaram um compromisso e anunciaram um novo acordo energético entre Estados Unidos e Venezuela. O objetivo norte-americano é impulsionar o comércio, gerar oportunidades e promover estabilidade no país sul-americano por meio da cooperação energética.
O secretário ainda afirmou que “Trump tem um compromisso apaixonado por transformar a relação entre os países”.
Quem é Delcy Rodríguez, nova líder da Venezuela
A captura do ditador Nicolás Maduro no começo de janeiro levou a vice-presidente Delcy Rodríguez a tomar posse como líder interina do regime venezuelano. A nomeação ocorreu por ordem do Tribunal Supremo de Justiça, subordinado à ditadura chavista, que determinou que ela assumisse o cargo.
Delcy Eloína Rodríguez Gómez nasceu em 18 de maio de 1969, em Caracas. Filha do militante comunista Jorge Antonio Rodríguez, ela cresceu em um ambiente ligado à esquerda revolucionária.
Seu irmão, Jorge Rodríguez, também se tornou um dos principais nomes do chavismo, tendo ocupado a Vice-Presidência da Venezuela e a Prefeitura de Caracas. Formada em Direito pela Universidade Central da Venezuela, especializou-se em Direito Trabalhista. Além disso, afirma ter cursado pós-graduação em Paris e em Londres.
A agora líder interina da Venezuela também atuou como professora universitária e presidiu uma entidade jurídica voltada à defesa de trabalhadores. Seu envolvimento político começou em 2003, durante o regime de Hugo Chávez, com cargos técnicos no gabinete da Vice-Presidência e no Ministério de Energia e Minas.