Bombardeio em Bandar Abbas elimina liderança naval da Guarda Revolucionária e intensifica tensão no Golfo Pérsico
Israel declarou, nesta quinta-feira, 26, que eliminou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, em operação militar noturna. O ataque ocorreu em Bandar Abbas, no sul do país persa, e resultou na morte de Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha iraniana.
Segundo comunicado oficial, Tangsiri coordenava o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial. O fechamento da passagem marítima, mantido desde o início da guerra contra Estados Unidos e Israel, pressiona os preços globais de energia e amplia riscos para o comércio internacional.
Autoridades israelenses afirmaram que Tangsiri liderava haviaá anos ofensivas contra petroleiros e embarcações comerciais na região. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, classificou a operação como “precisa e letal”, destacando que o comandante representava ameaça direta à liberdade de navegação.
O Exército de Israel descreveu Tangsiri como figura central na estratégia iraniana de confrontar países do Oriente Médio. De acordo com a nota, ele supervisionava ações marítimas e articulava ataques que impactavam a economia global.
O Irã não confirmou a morte do comandante. Tangsiri era conhecido por ameaças constantes aos EUA e por divulgar atividades militares no Golfo Pérsico pelas redes sociais.
Guarda Revolucionária do Irã
No Irã, a Guarda Revolucionária funciona como estrutura paralela às Forças Armadas. Pelas informações disponíveis, militares fora dela têm sido mais poupados na guerra lançada por EUA e Israel há quase um mês. Essa diferença se insere no objetivo dos agressores de enfraquecer o regime islâmico, sustentado principalmente pela Guarda. Os demais militares, considerados menos ideológicos, não estão tão incluídos na vida política e econômica do país.
A ofensiva integra uma série de neutralizações de autoridades iranianas de alto escalão conduzida por Israel e Estados Unidos desde o início do conflito. Entre os nomes já eliminados estão o então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.