A ofensiva está concentrada especialmente na cadeia de produção de armamentos do regime iraniano
Israel afirmou neste domingo, 29, que está prestes a concluir ataques contra os principais alvos militares e nucleares do Irã. Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Nadav Shoshani, a ofensiva deve atingir as prioridades estratégicas definidas pelo país nos próximos dias.
“Conseguiremos alcançar as principais prioridades em poucos dias”, disse Shoshani, destacando que operações avançam rapidamente e já atingiram parte relevante da estrutura considerada estratégica pelo país.
Os alvos incluem mísseis balísticos, fábricas de armamentos, instalações nucleares e centros de comando. Conforme Shoshani, esses objetivos são classificados por níveis: essenciais, importantes e adicionais.
Israel foca em infraestrutura militar e nuclear
O porta-voz destacou que a ofensiva está concentrada especialmente na cadeia de produção de armamentos do Irã: “Isso não significa que esgotaremos todos os alvos”.
“Mas, falando das principais prioridades que definimos, conseguiremos alcançá-las em poucos dias”, afirmou, ao ressaltar que o cronograma pode sofrer alterações conforme as condições operacionais.
Nos últimos dias, ataques israelenses atingiram duas usinas siderúrgicas no Irã, incluindo uma unidade que manipula material radioativo, conforme informou a agência nuclear das Nações Unidas. Também foi atingida uma usina de água pesada em Arak, considerada estratégica para a produção de plutônio.
Segundo Shoshani, essa instalação já havia sido alvo de uma ofensiva anterior em junho, após a inteligência israelense identificar tentativas de reconstrução no local.
Guerra no Oriente Médio
A guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã completa quatro semanas com um cenário de vitórias militares declaradas e danos severos à economia mundial. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, mencione diálogos para encerrar as hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro, o Pentágono mantém o envio de milhares de tropas ao Oriente Médio e não há perspectiva de fim para o conflito.
Os impactos civis da guerra somam mais de 3 mil mortos e a destruição de 82 mil edifícios no Irã, incluindo hospitais. Em Teerã, a população enfrenta bombardeios diários e o endurecimento do regime sob o comando de Mojtaba Khamenei, filho do líder morto. A ascensão do novo herdeiro permitiu que a Guarda Revolucionária consolidasse o controle interno, contrariando expectativas de um colapso imediato do governo.