Morte de um dos chefes da Guarda Revolucionária é confirmada no 31º dia de conflito logo que forças israelenses intensificam ofensivas
O regime do Irã confirmou, nesta segunda-feira, 30, a morte de Alireza Tangsiri, integrante do alto oficialato que liderava a Marinha da Guarda Revolucionária. De acordo com um comunicado lido na emissora estatal, o contra-almirante morreu por causa de lesões sofridas em uma investida aérea israelense ocorrida na última semana. Tangsiri era uma figura central na estratégia de defesa iraniana, sendo o responsável direto pela manutenção do domínio operacional no Estreito de Ormuz.
O anúncio do óbito coincide com uma escalada drástica no itinerário de guerra. Na manhã desta segunda-feira, as Forças de Defesa de Israel confirmaram o início de uma nova incursão massiva contra a estrutura de defesa da república islâmica. Os alvos estão distribuídos por toda a extensão da capital iraniana e miram, primordialmente, instalações militares e centros de comando logístico.
Frentes de combate em Beirute e Haifa
O deslocamento oficial das tropas de Israel também atingiu o território libanês. Pelo Telegram, o Exército informou a execução de bombardeios precisos em Beirute, tendo como alvo o aparato terrorista do Hezbollah, grupo que recebe suporte direto de Teerã. Enquanto as defesas aéreas operam no limite, o impacto do conflito atinge o setor de combustíveis. No norte de Israel, um incêndio de grandes proporções atingiu um tanque em uma das duas refinarias da cidade de Haifa. Foi o segundo incidente registrado no local desde o início das hostilidades, embora ainda não se saiba se o fogo resultou de um projétil direto ou de fragmentos interceptados.
Em resposta às manobras de Israel, que incluíram ofensivas contra o campo de gás natural de South Pars e plantas petroquímicas, o Irã tenta demonstrar resiliência administrativa. Logo que bombardeios provocaram interrupções pontuais no fornecimento de eletricidade em áreas metropolitanas, o Ministério da Energia informou o restabelecimento completo das redes. Segundo o vice-ministro da pasta, o sistema nacional permanece estável apesar dos danos físicos causados pelos disparos.
A cúpula da Guarda Revolucionária utilizou a confirmação da morte de seu comandante para reforçar um tom de ameaça. O texto divulgado sustenta que a perda de Tangsiri não enfraquece o braço naval do país, prometendo “surpresas” táticas para as próximas etapas da guerra. No 31º dia de combate, a dinâmica do conflito sugere que a infraestrutura crítica e a liderança militar se tornaram os eixos centrais da destruição mútua no Oriente Médio.