Parceria cria zona de livre-comércio para 2 bilhões de consumidores
A Índia e a União Europeia (UE) selaram nesta terça-feira, 27, um tratado comercial considerado o mais amplo já firmado entre as duas potências. Depois de 18 anos de negociações, o pacto une o segundo e o quarto maiores mercados do mundo em uma zona de livre-comércio que alcança 2 bilhões de pessoas.
Em publicação na rede social X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou a decisão como o “acordo mais importante de todos”. Segundo ela, ambos os lados vão compartilhar os benefícios.
A cerimônia oficial de assinatura estava prevista para ocorrer ainda na manhã desta terça-feira, durante a cúpula entre os representantes europeus e o governo indiano. Bruxelas e Nova Délhi planejam revelar a estrutura completa do tratado, depois de manterem os termos em sigilo até o último momento.
A Índia concordou em eliminar ou reduzir tarifas sobre 96,6% das exportações de bens provenientes da UE. A medida deverá gerar uma economia de aproximadamente € 4 bilhões por ano em impostos de importação e, segundo estimativas oficiais, poderá dobrar as vendas europeias para o mercado indiano até 2032.
Em vídeo divulgado nas redes, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, descreveu o pacto como “histórico”. Ele afirmou que o tratado tem sido chamado internacionalmente de “a mãe de todos os acordos”.
União Europeia e Índia ampliam rede de alianças
As potências concluíram o tratado dias depois de a UE estabelecer um compromisso central com o Mercosul. A sequência ampliou uma série de negociações firmadas no ano anterior com Indonésia, México e Suíça.
No mesmo intervalo, o governo indiano também consolidou acordos com o Reino Unido, a Nova Zelândia e Omã. Em 2025, as tratativas para um tratado comercial entre a Índia e os Estados Unidos não avançaram em razão de problemas de entendimento entre as gestões.