Francesca Albanese proferiu palavras ultrajantes em fórum da Al Jazeera, segundo o ministro Negócios Estrangeiros francês
O discurso contra Israel da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, no sábado, 7, levou a França a anunciar que pedirá a demissão da funcionária da entidade, na próxima reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em 23 de fevereiro.
Jean-Noel Barrot, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, condenou “sem reservas as palavras ultrajantes e irresponsáveis” da jurista italiana, acusando-a de declarações que “visam não o governo israelita, cuja política é permitido criticar, mas Israel como povo e nação”. Francesca não se pronunciou sobre a fala.
Em fórum organizado em Doha pela Al Jazeera, Francesca havia afirmado, sobre as ações de Israel e das acusações de violações do Direito internacional, que “vemos agora como a humanidade tem um inimigo comum”.
Barrot definiu Francesca como uma “militante política que difunde discursos de ódio, que prejudicam a própria causa palestina que ela gostaria de defender.” Nos últimos dois anos, ela tem insistido em criticar de forma virulenta o governo de Israel na guerra contra o grupo terrorista Hamas, autor dos ataques a Israel em 7 de outubro, que deixaram mais de 1,2 mortos e 251 pessoas sequestradas. Francesca afirma que há um genocídio e limpeza étnica de palestinos em Gaza.
Vereadora de SP envia ofício à ONU
A postura de Francesca também indignou a vereadora de São Paulo Cris Monteiro (Novo-SP). Ela encaminhou, na segunda-feira 9, ofício à representação da ONU no Brasil no qual solicita esclarecimentos institucionais sobre as declarações da relatora. Para a vereadora, “a adoção de linguagem política extrema compromete o princípio da imparcialidade da ONU, fragiliza sua credibilidade e banaliza conceitos jurídicos graves, como genocídio.”
“A ONU tem um papel fundamental na preservação da paz e dos direitos humanos, e esse papel exige neutralidade e responsabilidade institucional”, declarou Cris. “Quando uma relatora coloca um Estado membro como ‘inimigo da humanidade’, isso ultrapassa qualquer limite aceitável e pode estimular discursos de ódio, inclusive contra judeus no Brasil.” Até a publicação desta matéria, a ONU Brasil não dado resposta ao oficio da vereadora.