ONG Foro Penal registra mais de 700 pessoas ainda encarceradas no país
Familiares de vítimas da repressão política na Venezuela mantêm vigília diante das unidades prisionais do regime. Segundo a ONG Foro Penal, a ditadura chavista libertou 139 presos políticos desde 8 de janeiro até o último sábado, 17.
Os familiares dormem nas ruas, sob sol e chuva, sem abandonar o local. Eles esperam pela libertação total de opositores, em sua maioria jovens ativistas, estudantes e manifestantes pacíficos.
A mobilização ocorre em diversas cidades do país. Familiares se revezam em grupos e resistem com o apoio de voluntários. Em publicação nas redes sociais neste domingo, a líder María Corina Machado manifestou solidariedade às vigílias.
Los familiares de los presos políticos llevan 11 días exigiendo libertad a las afueras de las cárceles del régimen. Están en la calle, pernoctando en grupos, aguantando sol y lluvia, sin moverse, sin rendirse, esperando que liberen a nuestros héroes.
_Mi reconocimiento, mi… _pic.twitter.com/5JLWNJaWvz
_— María Corina Machado (@mariacorinaya) _January 18, 2026
“Meu reconhecimento, minha admiração e meu mais profundo afeto vão para as mães, esposas, filhos, familiares, amigos e estudantes que hoje se mantêm firmes contra o sistema repressivo para exigir seus direitos”, escreveu. “A liberdade de cada camarada sequestrado é nossa prioridade absoluta.”
O movimento cresce com o apoio de venezuelanos no exílio e de aliados internacionais. Para María Corina, essa articulação tem acelerado o processo e a renovado as esperanças por liberdade. “A Venezuela será livre”, concluiu.
#AlMomento_ | Nuestros @BomberosUCV presentes para dar asistencia a los familiares de los presos políticos quienes se han descompensado durante la vigilia en Zona 7 en Boleita_
_Los estudiantes se mantienen firmes hasta que sean recibidas las medicinas para los privados de libertad _pic.twitter.com/7Ldqcx5ZCK
_— Viva la UCV (@vivalaucv) _January 18, 2026
ONG afirma que mais de 700 vítimas continuam presas na Venezuela
A repressão a dissidentes na Venezuela inclui detenções arbitrárias, denúncias de tortura e de assédio sexual, entre outras violações sistemáticas aos direitos humanos.
Alfredo Romero, presidente do Foro Penal, afirmou que o regime libertou 139 presos políticos até o último sábado, 17. No entanto, a ONG destaca que mais de 700 pessoas permanecem encarceradas como vítimas da repressão.
No início do mês, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, anunciou que a ditadura promoveria um número importante de solturas. Ao mesmo tempo, o regime nega que existam detenções por motivos políticos.