Proteínas e vegetais ganham novo destaque com a atualização norte-americana
O governo dos Estados Unidos divulgou, nesta semana, as novas Diretrizes Alimentares para os norte-americanos, válidas até 2030. O pacote inverte a clássica pirâmide alimentar e coloca alimentos integrais no centro das recomendações oficiais.
Segundo o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., a mudança retoma princípios básicos. “Os lares norte-americanos precisam priorizar alimentos integrais e ricos em nutrientes — proteínas, laticínios, legumes, frutas, gorduras saudáveis e grãos integrais — e reduzir de forma drástica os alimentos altamente processados”, afirmou.
_Introducing: The New Pyramid _pic.twitter.com/NR03y6bqos
_— HHS (@hhsgov) _January 7, 2026
O documento foi produzido de forma conjunta pelos departamentos de Saúde e Serviços Humanos e de Agricultura. As diretrizes surgem em meio ao avanço de doenças crônicas no país. Dados oficiais apontam excesso de peso em mais de 70% dos adultos e pré-diabetes em cerca de um terço dos adolescentes. O cenário afeta gastos públicos e até a elegibilidade militar.
O que muda na nova pirâmide alimentar
O texto recomenda proteína em todas as refeições e libera o consumo de laticínios integrais, sem açúcar adicionado. Também orienta a ingestão frequente de frutas e vegetais em formas pouco ou nada processadas.
A nova pirâmide valoriza gorduras naturais, presentes em carnes, ovos, peixes, castanhas, sementes, azeitonas e abacate. Grãos integrais ganham espaço, enquanto carboidratos refinados perdem prioridade.
O governo norte-americano também propõe que alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e aditivos artificiais, sejam evitados. A orientação inclui água e bebidas sem açúcar como padrão de hidratação. O consumo de álcool recebe limites mais rígidos.
A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, vinculou a mudança ao fortalecimento do campo. “Finalmente, estamos realinhando o nosso sistema alimentar para apoiar agricultores, pecuaristas e empresas que cultivam e produzem comida de verdade nos Estados Unidos”, disse.
O governo informou que as diretrizes vão orientar refeições em escolas, forças armadas e programas sociais. A meta é reduzir custos médicos e ampliar a prevenção, com base em escolhas alimentares mais simples e acessíveis.