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quarta-feira, 25 março, 2026
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Congresso Judaico Mundial alerta para aumento do antissemitismo na Espanha

Por Alexandre Gomes

Vice-presidente do órgão, Ariel Muzicant recomendou que judeus não viajem ao país europeu

Declarações recentes do vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, Ariel Muzicant, lançaram um alerta para judeus e cidadãos israelenses sobre viagens à Espanha. O mandatário citou um aumento significativo de manifestações antissemitas no país.

Muzicant, que é austríaco, responsabilizou o governo espanhol por fomentar “um clima antissemita e anti-israelense insuportável na Espanha, como não se via desde a Inquisição em 1492”. A situação teria início depois do ataque do grupo terrorista Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e com o início dos conflitos na Faixa de Gaza.

Ainda conforme o vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, tais espanhóis com essa conduta “fazem diversas declarações e têm ações antissemitas”.

Críticas a líderes da Espanha e clima de insegurança

No comunicado, Muzicant destacou falas do ministro dos Transportes, Óscar Puente, que declarou que a ameaça à Europa não são os mísseis iranianos, mas Israel. Além disso, criticou o primeiro-ministro Pedro Sánchez por querer “legalizar a permanência de centenas de milhares de refugiados ilegais, em sua maioria muçulmanos”.

O dirigente do Congresso Judaico Mundial ainda ressaltou que “os poucos judeus que vivem na Espanha o fazem com extremo medo” diante do risco de ataques terroristas, segundo ele.

Atuação do Congresso Judaico Mundial

O Congresso Judaico Mundial, sediado na Suíça, reúne comunidades judaicas de mais de cem países. Ele atua em defesa do combate ao antissemitismo, na promoção da memória do Holocausto e no apoio a Israel.

Líder do Partido Socialista Operário Espanhol, Pedro Sánchez tem direcionado críticas contundentes a Israel.

Antes de pronunciar-se sobre o conflito entre EUA, Israel e Irã, Sánchez qualificou como “genocídio” a ofensiva israelense contra o Hamas em Gaza. Ele ainda reconheceu oficialmente o Estado palestino e apoiou o processo movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), entre outras iniciativas.

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