María Oropeza foi detida pela ditadura de Nicolás Maduro em 2024, sem a existência de um mandado judicial
Depois de 551 dias ilegalmente presa no El Helicoide, em Caracas, a ativista María Oropeza foi liberada neste domingo, 8. Advogada e figura ligada à oposicionista María Corina Machado e ao partido Vente Venezuela, ela havia sido detida em agosto de 2024 por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar sem mandado judicial, episódio que chegou a ser transmitido ao vivo pelas redes.
A prisão fazia parte de uma série de detenções consideradas politicamente motivadas durante a ditadura de Nicolás Maduro e denunciadas por grupos de direitos humanos como arbitrárias e com relatos de maus-tratos.
Ahora que María Oropeza finalmente es libre, recordemos esto:
Cuando fue secuestrada por la dictadura chavista, la cuenta institucional de la DGCIM publicó este video exponiéndola a burlas con ediciones de película de terror.
Terrorismo de estado nunca más.
_Dictadura nunca más. _pic.twitter.com/z4XbCtfNVp_— Andrés Villavicencio (@andvilla1) _February 8, 2026
O governo venezuelano anunciou a libertação de vários presos políticos, incluindo María e outros membros da oposição, em uma medida que chega em meio a pressões internas e internacionais por reformas e solturas.
No momento da detenção, María trabalhava na campanha presidencial de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora das primárias de 2023.
A anistia para presos políticos na Venezuela
Enviado pela líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, um texto de anistia prevê a reabilitação de figuras políticas impedidas, como a opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado. Delcy assumiu o cargo em janeiro, depois da prisão do ditador deposto, Nicolás Maduro.
A proposta também abrange acusados de “traição à pátria”, “terrorismo” e “incitação ao ódio”, crimes comumente imputados a presos políticos pelo regime chavista.
Se promulgada, a lei concede clemência a detidos por protestos políticos e críticas a autoridades, prevê devolução de bens e cancelamento de alertas da Interpol, permitindo o retorno de exilados.
O texto exclui “violações de direitos humanos” e “crimes contra a humanidade”, mas inclui infrações cometidas por juízes, promotores e outros servidores. Delcy anunciou a proposta no fim de janeiro. O projeto abrange casos de 1999 a 2026, todo o período chavista, e pode beneficiar centenas de pessoas.
Desde a captura de Maduro pelos Estados Unidos, ativistas presos vêm sendo libertados gradualmente. Segundo a organização Foro Penal, 383 presos políticos foram soltos desde 8 de janeiro; mais de 680 continuam encarcerados.