Expectativa de inflação sobe, enquanto demais indicadores permanecem estáveis
O mercado financeiro revisou para cima a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano, interrompendo uma sequência de reduções. O boletim Focus divulgado na segunda-feira, 5, indica que a estimativa do indicador passou de 4,05% para 4,06%.
Outros indicadores econômicos mantiveram suas medianas estáveis. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar em 1,8% em 2026 e 2027, avançando para 2% em 2028.
Diferentemente do IPCA, as taxas de juros e câmbio ficaram sem alterações
A expectativa do mercado é que a taxa Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano, recuando para 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028. A taxa de câmbio projetada para o final deste ano e do próximo é de R$ 5,50, chegando a R$ 5,52 em 2028.
O boletim Focus reúne projeções de analistas e instituições financeiras sobre inflação, juros, câmbio e crescimento econômico, servindo como referência para o planejamento do Banco Central e do mercado.
Entenda os indicadores
O boletim Focus traz projeções de quatro indicadores-chave da economia brasileira:
- IPCA: mede a inflação, ou seja, quanto os preços de produtos e serviços subiram em determinado período.
- PIB: indica o crescimento da economia, mostrando se o país produziu mais ou menos bens e serviços em relação ao ano anterior.
- Selic: é a taxa básica de juros, usada pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar empréstimos, investimentos e consumo.
- Taxa de câmbio: mostra o valor do real frente ao dólar, afetando importações, exportações e preços de produtos estrangeiros.
Esses indicadores ajudam o mercado e o governo a planejar decisões econômicas e financeiras.