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quarta-feira, 25 março, 2026
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Mastercard cobre prejuízo milionário depois de colapso do Master

Por Alexandre Gomes

Empresa busca ressarcimento de valores pagos a comerciantes e avalia uso de garantias vinculadas à fintech

A Mastercard assumiu prejuízo de milhões de dólares depois da quebra do Banco Master. A empresa cobriu pagamentos a comerciantes referentes a compras realizadas por clientes do Will Bank, fintech ligada à instituição de Daniel Vorcaro. A bandeira integrou a operação por ser responsável pelos cartões emitidos pela plataforma.

Segundo o jornal O Globo, que divulgou as informações, interlocutores informaram que a empresa tenta recuperar os valores com o liquidante indicado pelo Banco Central (BC).

Clientes do Will Bank acumulavam cerca de R$ 5 bilhões em pagamentos no momento do colapso. A Mastercard quitou aproximadamente metade desse valor, correspondente às obrigações com vencimento nos primeiros 30 dias depois da liquidação.

A empresa afirmou que antecipou os pagamentos exigidos por regra regulatória, em grande parte com recursos próprios. Para reduzir perdas, a Mastercard avalia utilizar ativos oferecidos como garantia pela fintech, entre eles, estão ações do Banco de Brasília (BRB) e da Westwing.

Parte das ações do BRB já foi vendida. A empresa detém cerca de 6,9% do capital da instituição, que enfrenta questionamentos sobre sua estrutura de capital por causa de operações com o Master.

Nova regra do BC entra no centro da controvérsia

O Master adquiriu o Will Bank em 2024. A fintech operava com foco em crédito para população de baixa renda. O BC manteve a operação ativa quando liquidou o banco, mas encerrou as atividades da fintech dois meses depois.

Antes disso, a Mastercard reduziu limites operacionais da empresa e bloqueou suas atividades em janeiro por falta de garantias.

Empresas do setor de pagamentos passaram a defender a ideia de que a Mastercard deveria arcar com valores além do período inicial de 30 dias. Ao mesmo tempo, uma nova regra do BC define responsabilidades em casos de inadimplência, mas executivos da companhia argumentam que a norma ainda não se aplica integralmente.

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