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Inadimplência no Brasil sobe e chega a 4,2%

Por Alexandre Gomes

Alta atinge crédito livre, empresas e famílias, enquanto endividamento se aproxima do pico histórico

A inadimplência no Sistema Financeiro Nacional (SFN) avançou 0,2 ponto porcentual em janeiro, no comparativo com dezembro de 2025, e alcançou 4,2%. O dado divulgado nesta quinta-feira, 26, pelo Banco Central considera a carteira total de crédito do SFN e reflete a deterioração gradual da qualidade dos financiamentos.

O crédito às empresas registrou alta de 0,2 ponto porcentual, atingindo 2,6%. No crédito às famílias, a inadimplência também subiu 0,2 ponto e chegou a 5,2%, mantendo patamar elevado.

No crédito com recursos livres, cuja taxa de juros e condições são definidas entre bancos e clientes, a inadimplência cresceu 0,1 ponto porcentual e alcançou 5,5%.

Entre as pessoas jurídicas, a carteira livre avançou 0,2 ponto e atingiu 3,3%. Já entre pessoas físicas, o índice permaneceu estável em 6,9%, ainda em nível elevado.

Inadimplência no SFN avança com endividamento elevado

O endividamento das famílias alcançou 49,7% ao fim de 2025, com alta de 1,3 ponto porcentual em 12 meses. O patamar só perde para julho de 2022, quando chegou a 49,9%.

O comprometimento de renda atingiu 29,2% em 2025, avanço de 1,7 ponto porcentual em um ano. O indicador permanece relativamente estável desde setembro, em patamar considerado pressionado.

A taxa básica de juros, a Selic, segue em 15% ao ano, o que encarece o crédito e dificulta a renegociação de dívidas. O mercado projeta redução para 14,5% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, em março.

As estimativas indicam Selic em 12,25% ao fim de 2026. Mesmo assim, o impacto sobre a inadimplência no SFN tende a ocorrer de forma gradual, com efeitos mais relevantes apenas em 2027, segundo o jornal Valor Econômico.

A Federação Brasileira de Bancos tem alertado para a deterioração da carteira, especialmente no crédito livre às famílias. A entidade observa aumento da participação de linhas emergenciais.

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Em levantamento recente, quase 79% dos bancos afirmaram esperar estabilização da inadimplência em breve. Outros 21% projetam continuidade da alta, pressionada pela desaceleração econômica.

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