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quarta-feira, 1 abril, 2026
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IBP: guerra com Irã deve pressionar preço de combustíveis pelo mundo

Por Alexandre Gomes

Bloqueio do Estreito de Ormuz, canal estratégico por onde passam 18 milhões de barris de petróleo por dia, pode afetar o comércio global e provocar alta nos preços

A guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã pode ter impacto direto nos preços dos combustíveis em todo o mundo, segundo Roberto Ardenghy, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Em entrevista à CNN Brasil, ele alertou que o bloqueio do Estreito de Ormuz, importante canal de navegação da região, pode desestabilizar o mercado global de petróleo.

“O Estreito de Ormuz é um canal de navegação muito importante para o escoamento da produção do Oriente Médio, que não só é o maior produtor de petróleo, mas também é o maior exportador de petróleo a nível mundial”, explicou Ardenghy.

Segundo ele, aproximadamente 18 milhões de barris de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passam diariamente por essa rota marítima estratégica.

Impacto global e medidas de contenção

O presidente do IBP destacou que países asiáticos como Singapura, China e Japão seriam particularmente afetados, pois dependem fortemente do GNL para produção de energia e uso industrial.

“Devemos ver já hoje à noite, quando começam a abrir os mercados asiáticos, uma pressão altista dos preços”, afirmou.

Ardenghy mencionou que a decisão da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de tentar dar mais liquidez ao mercado é importante, mas ressaltou que o cenário dependerá da gravidade do conflito na região.

Outro fator relevante é o uso de estoques estratégicos por países importadores que não têm produção própria.

“Os Estados Unidos e a China têm grandes estoques de petróleo, mas esse uso é limitado. Você não pode esgotar de uma hora para outra o seu estoque estratégico”, explicou.

Segundo o especialista, o mercado global precisará se readaptar rapidamente diante do conflito que começou no último sábado (28).

O presidente do IBP também alertou que, caso o conflito se agrave, os preços dos combustíveis podem sofrer pressão ainda maior nos próximos dias, afetando economias em todo o mundo, inclusive o Brasil, que apesar de ser produtor de petróleo, ainda tem seus preços internos atrelados às cotações internacionais do produto.

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