O mercado acompanha também dados de inflação nos Estados Unidos
O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (29), refletindo realização de lucros após o índice à vista atingir, na véspera, nova máxima histórica intradiária. O mercado acompanha também dados de inflação nos Estados Unidos e a entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Às 9h11 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em outubro recuava 0,34%, aos 143.220 pontos.
Além disso, segundo BBI, a notícia de que o Governo autorizou o Itamaraty a abrir um processo de reciprocidade contra as tarifas americanas deve elevar as incertezas e contribuir para a cautela entre os investidores.
Lula dará entrevista à Rádio Itatiaia às 9h15 durante viagem a Belo Horizonte para anúncio de projetos habilitados pelo Novo PAC Seleções 2025. Ele também irá a Montes Claros para inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial.
Ainda na pauta do dia, o governo encaminha projeto de lei do Orçamento de 2026 ao Congresso, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de coletiva de divulgação do estudo “Retrato da Desigualdade e dos Tributos Pagos no Brasil”, às 15h.
No exterior, dados do índice PCE de preços dos Estados Unidos — medida de inflação preferida do Federal Reserve — podem influenciar a decisão do Fed para a taxa de juros em setembro em meio às preocupações sobre a politização do banco central norte-americano.
Operadores estão precificando 85% de chances de um corte de juros em setembro, contra 63% há um mês, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,39%, o S&P Futuro recuava 0,19% e o Nasdaq Futuro tinha baixa de 0,24%.
Ibovespa, dólar e mercado externo
O dólar à vista subia 0,50%, aos R$ 5,434 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,14%, aos 5.427 pontos.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista, enquanto investidores digeriam novos indicadores econômicos na região. O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) de Tóquio avançou 2,5% em agosto na comparação anual. O resultado veio em linha com as projeções da Reuters, mas abaixo da alta de 2,9% registrada em julho. Apesar da desaceleração, a inflação permaneceu acima da meta de 2% do Banco do Japão.
Em commodities, os preços do petróleo recuam nesta sexta-feira, devolvendo parte dos ganhos da véspera. O movimento ocorre após a redução das expectativas de um avanço nas negociações de paz na Ucrânia, o que diminui a perspectiva de maior oferta de petróleo russo no curto prazo nos mercados globais.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, sustentadas pela demanda estável da China, maior consumidora, e pela queda nos estoques.