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Governo Lula bate recorde de arrecadação e soma R$ 2,8 trilhões em 2025

Por Alexandre Gomes

Receita Federal atribui crescimento ao aumento de alíquotas e à taxação de fintechs e apostas on-line.

A Receita Federal arrecadou R$ 2,886 trilhões em 2025, o maior valor da série histórica. O resultado representa um crescimento real de 3,65% em relação ao ano anterior. Em 2024, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva já havia registrado um recorde, com R$ 2,652 trilhões.

As receitas administradas pelo Fisco alcançaram R$ 2,7 trilhões em 2025. Esse montante equivale a uma alta de 4,27% na comparação com o ano anterior.

De janeiro a dezembro, a arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras somou R$ 86,4 bilhões, alta real de 20,54% ante 2024. A Receita informou que esse desempenho decorre do reajuste nas alíquotas do imposto, aplicado ao longo do ano.

O aumento da carga tributária também atingiu outros setores. O governo elevou impostos sobre apostas eletrônicas e plataformas financeiras digitais. O Congresso aprovou a maior parte das mudanças.

Em dezembro, a arrecadação federal chegou a R$ 292,7 bilhões, outro recorde mensal. O número representa um crescimento real de 7,46% ante o mesmo mês de 2024. Desse total, R$ 285,2 bilhões vieram de receitas sob responsabilidade direta da Receita, alta de 7,67%. Os outros R$ 7,5 bilhões foram recolhidos por outros órgãos.

Tesouro alerta para crescimento da dívida pública nos próximos anos

Relatório divulgado pelo Tesouro Nacional na segunda-feira 12 estima que a dívida bruta do Brasil pode alcançar 95% do Produto Interno Bruto em até uma década.

O documento detalha os efeitos da Emenda Constitucional dos Precatórios, aprovada em setembro de 2025. A medida retirou progressivamente as despesas com sentenças judiciais do limite de gastos.

Com apoio do governo Lula, a regra prevê um período de transição de dez anos para que esses valores voltem a ser incorporados à meta de resultado primário.

Mesmo com a adoção de medidas para reforçar o caixa e cumprir as metas fiscais, o relatório projeta crescimento contínuo da dívida. Em um dos cenários, a estimativa revela que o índice pode atingir 89% do PIB em 2032 e, mesmo com leve recuo, ficar em torno de 88% até 2035.

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