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terça-feira, 7 abril, 2026
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Geração de emprego no Brasil tem pior novembro da série, mostra Caged

Por Alexandre Gomes

Brasil abriu 85,9 mil vagas formais de trabalho em novembro, queda 19% em relação ao mesmo mês do ano passado

O Brasil abriu 85,9 mil vagas formais de trabalho em novembro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta terça-feira (30) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

O número é fruto de 1,98 milhões de contratações e 1,89 milhões de demissões.

Os dados representam uma queda de 19% em relação a novembro do ano passado, quando foram criados cerca de 106,1 mil empregos com carteira assinada.

Esse é o pior resultado para um mês de novembro registrado desde o início do novo Caged, em 2020, quando novas formas de coleta e integração de dados foram incorporadas.

Nos últimos meses, o mercado de trabalho vem dando sinais claros de desaquecimento. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os resultados sucessivos refletem o impacto da taxa básica de juros elevada, atualmente em 15% ao ano.

No acumulado do ano foram criados 1,9 milhão de empregos.

O salário médio de admissão no mês foi de R$ 2.310,78. Dos postos de trabalho criados, 68,9% são considerados típicos e 31,1% não típicos.

Apenas dois dos cinco principais grupos de trabalho registraram saldo positivo em novembro.

A fila foi puxada por comércio, com 78 mil postos criados, seguido por serviços (75,1 mil).

Agropecuária (-16,5 mil), construção (-23,8 mil) e indústria (-27 mil), registraram saldos negativos.

Em novembro, 20 das 27 unidades da federação registraram um saldo positivo, com destaque para São Paulo (31,1 mil), Rio de Janeiro (19,9 mil) e Pernambuco (9 mil).

Minas Gerais, com 8,7 mil demissões, e Goiás, com 8,4 mil desligamentos, foram os estados com menor saldo.

As demissões no agro aconteceram, principalmente, nos setores de cultivo de soja e cana-de-açúcar.

Na indústria, as demissões aconteceram, principalmente, no setor de fabricação de açúcar bruto.

Já no setor da construção, os desligamentos aconteceram, majoritariamente, nos setores de rodovias, ferrovias e edifícios.

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