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segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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CVM inicia pente-fino em ações do Master e Reag

Por Alexandre Gomes

Autarquia quer detectar possíveis interconexões que passaram despercebidas nos processos em andamento, especialmente quando vierem de diferentes superintendências

O grupo de trabalho criado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para mapear o modus operandi do Banco Master e da Reag Investimentos iniciou as suas atividades nesta segunda-feira (9).

A ideia é detectar possíveis interconexões que passaram despercebidas nos processos em andamento, especialmente quando vierem de diferentes superintendências, segundo apurou o CNN Money.

A autarquia já avalia que poderá haver propostas de melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional, a depender do que for detectado pelo grupo de trabalho. Nos bastidores, a expectativa é de que as atividades do colegiado tragam, ao menos, efeitos na estrutura interna da CVM, como otimização de procedimentos e integração entre áreas.

O grupo vai realizar um diagnóstico institucional, de modo a verificar o que poderia ter sido mais eficiente e até mesmo eventuais erros. Os trabalhos têm prazo estimado de até três semanas para sua conclusão.

A iniciativa foi implementada pelo Comitê de Gestão de Riscos da CVM após análise técnica de informações relacionadas ao Grupo Master, à Reag e outras entidades conexas.

Na fase preliminar, o comitê acessou informações relacionadas à atuação das áreas de supervisão, fiscalização e acusação quanto à abertura de procedimentos ao longo dos últimos anos, às comunicações já realizadas a outros órgãos públicos, bem como ao andamento interno de inquéritos correlatos.

A Reag foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, em meio a operações policiais que investigam a atuação de fundos de investimento, possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master e ações ligadas a facções criminosas.

Diante das investigações, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo discute aumentar o poder ‌de fiscalização do Banco Central sobre fundos de investimento, incorporando à autarquia atribuições que estão ⁠hoje sob a alçada da CVM. Em resposta, a autarquia disse que o papel de regulação de fundos ‍de investimento é estabelecido em leis, não em atos do Poder Executivo.

À CNN, a Reag informou que não irá comentar sobre o assunto. A reportagem também entrou em contato com o Master e o espaço segue aberto para um posicionamento.

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