A estatal estima precisar de R$ 20 bilhões no total
Os Correios iniciaram articulações para levantar até junho cerca de R$ 8 bilhões adicionais, por meio de novo empréstimo ou aporte da União, para bancar o plano de reestruturação e evitar nova crise em ano eleitoral.
Os R$ 12 bilhões obtidos no fim de 2025 com cinco bancos devem sustentar o caixa apenas até meados deste ano. Mesmo com medidas como o programa de demissão voluntária (PDV), a avaliação interna é que o reforço é indispensável para evitar dificuldades financeiras durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva..
A estatal estima precisar de R$ 20 bilhões no total. Do crédito já contratado, R$ 10 bilhões entraram no caixa em 2025, e os R$ 2 bilhões restantes serão liberados até o fim de janeiro.
Os empréstimos recebidos pelos Correios
O contrato prevê um aporte de R$ 6 bilhões da União até 2027, compromisso confirmado pelo Tesouro Nacional. O governo é fiador da operação e terá de injetar os recursos independentemente de nova captação no mercado.
A direção dos Correios tenta antecipar ao menos parte desse aporte para evitar a repetição do fim de 2025, quando a demora na operação de crédito quase comprometeu o pagamento do 13º salário, com potencial impacto político para o governo Lula.
Bancos indicam pouco apetite para um novo empréstimo nas condições do Tesouro, e técnicos alertam que mais endividamento elevaria o serviço da dívida, que deve superar R$ 1 bilhão por ano a partir de 2028.