O presidente da instituição alega que não há ligações com o Master e que as transações não correm risco
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antonio de Souza, iniciou visitas a tribunais de Justiça que transferiram depósitos judiciais para a instituição. O objetivo é assegurar que “todos os depósitos estão preservados e não correm risco”.
Ao todo, cinco tribunais aportaram cerca de R$ 30 bilhões no banco.
Na lista estão os tribunais de Justiça do Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e do Distrito Federal. Ao Metrópoles, Souza afirmou que os recursos estão assegurados e que a crise envolvendo o Banco Master não afetou os investimentos. “É uma operação normal de mercado”, disse. “Não tem nada a ver com o Master. O BRB está sólido e com governança”.
Na quarta-feira 4, o executivo esteve na região da Faria Lima, em São Paulo, para tentar vender carteiras do Banco Master. Segundo ele, deixou as reuniões “com mais perspectiva” do que quando entrou.
Transferência do TJ-MA para o BRB e investigação
Reportagem mostrou que desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão foram surpreendidos com a transferência de R$ 2,8 bilhões do Banco do Brasil para o BRB, decidida de forma unilateral pelo presidente da corte, Foz Sobrinho.
Depois da publicação, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu investigação para apurar a conduta do magistrado. A crise entre BRB e Banco Master começou depois que o banco brasiliense assumiu carteiras de crédito e operações estruturadas da instituição paulista, que passou a enfrentar questionamentos sobre liquidez e qualidade dos ativos.
O BRB chegou a apresentar oferta de compra do Master, barrada pelo Banco Central do Brasil por suspeitas de ingerência política. Em resposta, o BRB afirma que as operações seguem práticas regulares de mercado, contam com garantias e não afetam depósitos judiciais nem recursos sob custódia.